Minha página inicial Meu favorito
 
 
 
 
Início História Estatuto Diretoria Delegacias Assessorias Links Contato
 
 
 
 
SAS Login
 
Login
Senha
 
 
Convenções Coletivas
 
 
BASE TERRITORIAL
SINEPE-MT x SINTRAE-MT
SINEPE-MT x SINTRAE-SEMT
SINEPE-MT x SINTRAE-VAMT
 
 
Legislação
 
 
Batáru
Decretos
Leis
Resoluções-CEE/MT
Resoluções-CNE
 
 
Câmaras Setoriais
 
 
Educação Básica
Ensino de Idiomas
Ensino Superior
 
 
Filiação
 
 
Filie-se
Escolas Filiadas
Escolas com Selo
 
 
Especial
 
 
Curso de Formação
Galeria de Fotos
Banco de Currículos
CALENDÁRIO - 2009
CONFENEN - Cálculo da Contribuição Sindical
Contribuição Sindical 2008
FERIADOS - 2008
MATRÍCULAS 2008
 
 
Busca
 
 
 
 
 
Notícias
 

 
Enem: crônica de uma morte anunciada - Maurélio Menezes

Ninguém poderia afirmar com antecedência que aconteceria o que aconteceu. Mas era previsível. O MEC não tem nem nunca teve estrutura para dar conta da logística necessária à aplicação de uma prova para mais de quatro milhões de candidatos. Especialmente se essa prova tenha o significado que o ENEM, por motivos absolutamente eleitoreiros, passou a ter ao ser, por livre e espontânea pressão, adotado como vestibular pela maioria das Universidades Federais, a UFMT entre elas.
     
     Aplicar o ENEM para se aferir o conhecimento de alunos ao saírem do Ensino Médio é uma coisa. Aplicá-lo como forma de garantir uma vaga, por exemplo, no curso de Medicina da UFMT, um dos mais concorridos do país e o que tem a nota de corte mais alta entre os cursos de excelência é outra, bem diferente. E o INEP não estava preparado para isso, o que fica claro nas palavras do ministro Fernando Haddad "Eu não sei em que momento da impressão houve o vazamento". E como ele sabe que foi na impressão? Se realmente soubesse da fraude, não precisaria ter sido alertado pelo jornal O Estado de São Paulo.
     
     A verdade é que tenha sido lá onde foi a fraude, o ENEM está morto porque perdeu o principal ingrediente de um exame que pretende ser seletivo: a credibilidade. Afinal, quem garante que a próxima prova, que o presidente do INEP garante estar pronta, também não vazará? Se vazar quando será uma nova prova? Em 2010, às vésperas da eleição? Mais ainda: se não vazar, quem garantirá que não vazou?
     
     O Ministro Fernando Haddad, com a insensibilidade que é peculiar a burocratas, disse que os candidatos acabaram ganhando porque terão mais tempo para estudar. Pura estupidez! Afinal, em todo o país colégios condensaram o conteúdo para que os alunos estivessem prontos para a prova nesse final de semana, dois meses antes do final do período letivo. Quem se responsabilizará pela ansiedade de milhões de alunos transformada em frustração agora? E como ficarão os alunos que haviam programado prestar outros vestibulares caso haja coincidência de datas? Os danos provocados pela incompetência do MEC/INEP são imensuráveis e tudo por quê? Por estarem fazendo politicagem com a educação.
     
     A UFMT também vai pagar o preço da suspeita. Os alunos que ingressarem em seus cursos sempre terão a sombra de terem sido selecionados por uma prova sem credibilidade. E por quê? Por ter, numa decisão autoritária e muito criticada à época, ter adotado o ENEM como única forma de ingresso. Isso foi feito sem se ouvir a comunidade universitária como ela deveria ser ouvida. Da mesma forma a sociedade não foi ouvida. Nem uma nem outra concordaria porque os motivos que levaram a UFMT a adotar o ENEM foram financeiros e não acadêmicos. Levou-se em consideração tão somente o dinheiro que o MEC enviaria para cá.
     
     O vestibular da UFMT há décadas é considerado um dos mais sérios do país, tanto que a CEV vem sendo contratada há muito tempo para preparar provas em outros estados, inclusive para instituições federais. Nunca houve uma denúncia sequer de fraude ou vazamento nas provas elaboradas por ela, que, repito, por um ato autoritário, trocou décadas de credibilidade por, está se confirmando agora, uma aventura, aventura que infelizmente não tem e não terá um final feliz porque, como um casamento realizado a partir da infidelidade, terá sempre a suspeita a acompanhá-la.
     
     Agora seria a hora da UFMT mostrar que, como Universidade tem e preza a autonomia que a legislação lhe concede. E, numa demonstração clara que não admite dúvidas sobre o ingresso de seus alunos e montar, ela própria seu vestibular. Profissionais que trabalharam muito tempo na CEV me garantiram hoje que, em 45 dias, ela monta e aplica a prova para seus trinta mil candidatos. Mas é pedir muito, porque isso implicaria em apostar na qualidade do ensino e qualidade de ensino parece não ser nem de longe a principal preocupação do atual governo e das administrações superiores de universidades que, tal qual os fundamentalistas, rezam na cartilha do governo.


Maurelio Menezes é jornalista, Mestre em Ciências da Comunicação pela USP, e professor do Tronco Comum e da Habilitação Jornalismo do Curso de Comunicação Social da UFMT.
 



Outros Destaques:
Primeira  Anterior    Próximo  Último      Página: 1 de 3
- Empreendedores on-lines (Final)
- Empreendedores on-lines - 2
- Novamente o ENEM - Gabriel Novis Neves
- Opinião: Mesmo com novo Enem, vaga continuará com aluno de particular
- PNGE 2009 – Prêmio Nacional de Gestão Educacional & Prêmio Gestor Educacional do Ano

 
 
Usuário Registrado
 
Login
Senha
 
 
 
 
Assessoria Jurídica
 
 
 
 
Publicidade
 
 
 
 

 


© 2007 SINEPE-MT - Todos os Direitos Reservados
Rua Mal. Deodoro, 455, Araés - 78005-100 - Cuiabá - MT
Fone: (65) 36214548